sexta-feira, 5 de outubro de 2012

(61) Coração gigante cabe em bebê?

Na hora do almoço começaram as exigências...

- eu quero comer alí mãe, apontando para a mesinha de brinquedo.

Tudo bem, mas sem fazer bagunça porque eu vou estar longe de vocês.

Arrumei uma cadeira de cada lado da mesinha, coloquei o pratinho recheado com arroz, feijão, carne e legumes, uma colher e uma caneca com o suco preferido.

O Bruno se sentou em uma das cadeiras e começou a comer, a cada colherada de arroz com feijão que ele levava à boca, uma boa parte caía da colher no decorrer daquele pequeno trajeto.

A Aline não se sentou, ela queria a cadeira em que o irmão se sentou, e por isso começou a fazer birra.

Com toda paciência do mundo, eu olhei pra ela e disse:

- Filha, ele já está sentado e está almoçando, as cadeiras são iguais (embora o encosto fosse de cor diferente), se você não se sentar agora e almoçar sua comida vai esfriar.

Ela começou a chorar, gritar e pedir a cadeira do irmão.

Sendo assim, perdi minha paciência...

- ALINE, DEIXA ELE ALMOÇAR EM PAZ, VOCÊ TEM OUTRA CADEIRA. SE VOCÊ NÃO ALMOÇAR AGORA NÃO ADIANTA ME PEDIR LEITE MAIS TARDE PORQUE NÃO VOU TE DAR, VOU DAR A SUA COMIDA E VAI ESTAR GELADA!!!

Me virei, sentei-me à mesa e fui almoçar fazendo companhia à moça que me ajuda aqui em casa, ao mesmo tempo que os observava.

Ela permaneceu em pé ao lado da mesa, porém calada.

Ele... bem... ele parou de comer, empurrou o pratinho azul dele pra frente, puxou o pratinho rosa pra pertinho dele, se levantou e falou:

- "xenta qui Nine"

Ele se sentou na outra cadeirinha e continuou seu almoço, e ela se sentou na cadeira que ela queria e começou a almoçar.

E eu... eu chorei, claro... ver meu pequeno cuidar da irmãzinha dele assim, com todo esse carinho e preocupação, tendo só 2 anos e 8 meses... nossa... é de deixar qualquer mãe orgulhosa do filho que tem.



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