segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

(25) O silêncio é uma prece, ou pede uma prece???

Estou aqui na sala, descansando, vendo o noticiário, postando algumas coisas, lendo outras...

Hora do almoço, deixo os pequenos aqui na sala vendo o tão sonhado DVD do cocoricó, pela milésima vez.

Enquanto eu preparava a comida "ouví" o silêncio (se é que isso é possível)... procurei "elevar meus pensamentos" e resolví terminar o almoço.

Quando eu abro a porta da cozinha, a TV estava "chuviscando", (por isso o silêncio 1). A Aline levanta a cabecinha por trás do sofá e solta um : ai, ai, ai... (que geralmente sai quando um dos dois ou os dois fazem alguma coisa errada)... pensei, deve ser só por causa da TV, é só arrumar e tudo bem... mas quando me aproximo, vejo que meu filho abriu o note (que acabou de voltar do conserto pois ele tirou várias teclas e quebrou), enfim, vejo o note e está faltando 4 teclas (por isso o silêncio 2)... na hora me deu um misto de vontades: brigar, procurar as teclas e tentar arrumar, ligar pro pai deles e contar, até mesmo rir pelo (ai ai ai).
Deixei o pratinho deles sobre a mesa, esbravejei um pouco e procurei as teclas... conseguí arrumar, então vamos almoçar agora.

Enquanto eu dava o almoço, olhei pro lado e encontrei meu celular totalmente ralado, acho que pegaram e esfregaram na parede texturizada da sacada, passei a mão, passei um pano, mas infelizmente, aquilo não era sujeira, eram riscos mesmo... (por isso o silêncio 3).

Terminei de dar o almoço com aperto no coração já.
Comeram duas bananas depois.
Tomaram um suquinho de maçã.

Me abraçaram e me beijaram... e apesar de chateada com os estragos não resistí aos encantos...

Foram brincar em meu quarto enquanto eu pensava no que eu poderia mudar nas "regras" da educação para que eles aprendam a não estragar as coisas...

De repente, enquanto eu estava perdida em meus pensamentos, "ouço" novamente aquele silêncio. Agora me deu até arrepio, afinal, já sei os perigos que o silêncio nos traz, e  os prejuízos também!

Corro para o meu quarto e encontro aqueles dois serezinhos deitados sobre o edredom, ela acariciando o doce rostinho dele e ele quase adormecendo.

Ai, ai, ai... agora digo eu... como é difícil a arte de educar e ensinar o que pode e o que não pode...

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